17 de julho de 2012

OS PRINCIPAIS ÓRGÃOS CARTOGRÁFICOS BRASILEIROS



No Brasil existe um grande número de órgãos, empresas e sociedades envolvidas nas atividades cartográficas. Alguns são especializados, porém poucos são os que realizam todo o processo cartográfico. Na área da Cartografia topográfica, existem três entidades muito destacadas, contudo existem vários outros órgãos, empresas, etc., que participam da obra cartográfica brasileira.

Os três órgãos mais envolvidos no programa de mapeamentos terrestres são a DSG e a Fundação IBGE.

A Comissão de Cartografia (COCAR)

Sediada em Brasília a COCAR não produz o nenhuma carta; entretanto, ela é responsável pela coordenação de toda a cartografia topográfica do Brasil.

Nesse papel de coordenação, a COCAR é a melhor fonte de informação sobre a disponibilidade de cartas de qualquer parte do Brasil, seja de qualquer origem, ano, escala, tema sistemático e método de reprodução (impressas, heliográficas, ou ainda inéditas quanto à confecção).

A COCAR também está encarregada de implementar e distribuir os recursos financeiros cartográficos fornecidos pela Secretaria de Planejamento (SEPLAN), incluindo os dos programas no grande plano de dinamização. O grande programa de dinamização da cartografia visa a duplicação ou triplicação do esforço, a fim de estabelecer uma programação destinada a completar o mapeamento topográfico do Brasil numa data mais próxima possível.

Diretoria do Serviço Geográfico (DSG)


A DSG, órgão do ministério do Exército, pioneiro da cartografia no Brasil, vem realizando ao longo de noventa anos atividades. O mapeamento do imenso território nacional. Desde a sua criação, em 31 de maio de 1980 passou por profundas transformações, tanto na sua estrutura organizacional como nos métodos de trabalho, utilizando-se dos mais modernos equipamentos cartográficos existentes no mercado mundial. Denominada, inicialmente, de Serviços Geográfico, apresentou como primeiro e histórico trabalho de mapeamento, através da comissão da carta Geral do Brasil criada em 1903, a execução do projeto de triangulação do Brasil, cobrindo, inicialmente, todo o Estado do Rio Grande do Sul. A partir de 1913 passou a denominar-se Serviço Geográfico Militar, tendo sido, nesse mesmo período, organizada a pioneira seção de estereofotogrametria, como primeiro passo na evolução das técnicas cartográficas daquela época.
Em 1932 o Serviço geográfico Militar passou a denominação de Serviço Geográfico do Exército, tendo a comissão da Carta Geral sido transformada na atual 1ª divisão de levantamento, com sede em porto Alegre. Até 1935 eram utilizados, ainda os métodos de levantamento com emprego da prancheta, porém, com o auxílio de fotografias aéreas que lhe proporcionavam efetiva melhoria na qualidade do produto final, a carta topográfica a partir do ano seguinte os métodos aerofotogramétricos foram efetivamente adotados pelo serviço cartográfico, proporcionando um grande impulso na evolução do mapeamento.

Com a criação da segunda divisão de levantamento em ponta Grossa -PR, passou o serviço geográfico a contar com maior capacidade de trabalho acelerando-se a atividade cartográfica em prol do desenvolvimento da nação. O DSG adotou em 1951 em continuação a sua constante evolução técnica, o Multiplex, aparelho destinado a restituição fotogramétrica, o mais moderno da época e que reduziu em grande parte as dificuldades dos trabalhos de campo.
Apartir de 1956 a DSG ingressou na era da eletrônica adotando modernos equipamentos destinados à medição de distâncias e a execução das aerotriangulações coadjuvadas para a crescente capacidade dos computadores. Isto permitiu um aumento substancial da produtividade da diretoria, a par de um acentuado apropriamento da técnica de confecção de suas cartas, compatível com o desenvolvimento do país.

A terceira divisão de levantamentos, foi criada em 1968 com sede em Olinda-PE afim de atender as necessidades cartográficas do nordeste.

A DSG foi instalada em Brasília em 1973, tendo sido criado em suas antigas instalações no Rio de Janeiro, no ano anterior o centro de operações cartográficas (COC), agora a quinta DL.

A diretoria, com a quarta DL, em 6 de julho de 1978, em Manaus, e a transferência da segunda DL para Brasília em 1981 passou a contar, em sua estrutura, com uma divisão de levantamentos em cada uma das 5 grandes regiões.

A DSG, que apartir de 1976 vem desempenhando a função de mapear grande parte da região amazônica, onde as condições da natureza não permitem o emprego dos métodos clássicos de levantamentos, adotou a moderna técnica do posicionamento através de rastreamento de satélites geodésicos.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A fundação IBGE tem como objetivo básico assegurar a produção de informação estatística, geográficas, cartográficas, geodésicas, demográficas, sócio- económicas, de recursos naturais e de condições de meio ambiente, inclusive poluição, necessárias ao conhecimento da realidade física, económica e social do País, em seus aspetos considerados essenciais ao planeamento econômico e social e a segurança nacional.

As atividades técnicas de pesquisas, análise e estudos geodésicos e cartográficos e os levantamentos geodésicos e topográficos, mapeamento e outras atividades cartográficas são executadas pelas Superintendências de Geodesia e Cartografia, órgãos integrantes da Diretoria de Geodesia e Cartografia. Assim, a coleção, a transformação, geração e dessiminação abrange desde os levantamentos geodésicos até os produtos cartográficos ajustados ao nível de tecnologia e programas nacionais.
 
Fonte:
ANDRESON, P. S. PRINCÍPIOS DE CARTOGRAFÍA BÁSICA VOLUME No. 1 (Capítulos 1 a 7) da Série PRINCÍPIOS DE CARTOGRAFÍA, Editor – Coordenador: Paul S. Anderson.Incluindo Capítulos Traduzidos do Livro Maps, Distortion and Meaning por Mark S. Monmonier

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Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos apectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalahadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de métedo fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a apartir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala