23 de fevereiro de 2011

ESPACIALIZAÇÃO DA CRIMINALIDADE NO CENTRO

ESPACIALIZAÇÃO DA CRIMINALIDADE NO CENTRO HISTÓRICO DE BELÉM:

o uso do geoprocessamento para a definição de diretrizes de intervenção.


Este trabalho propõe estudar o fenômeno da criminalidade no Centro Histórico de Belém que atualmente é visto como um espaço hostil e degradado, estimulando assim o abandono por habitantes e usuários da área central. O estudo sociológico do crime vem elucidar as origens e abordagens de estudiosos sobre o tema, passando pela Escola de Chicago até os dias atuais, com perspectivas de prevenção aplicadas ao desenho urbano. O uso de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) como ferramenta de gestão e monitoramento da organização territorial, auxilia políticas de prevenção do crime e de preservação e manutenção do espaço físico. A Tecnologia da Informação (TI) mesclada com ferramentas de geoprocessamento cria possibilidades de fazer diagnósticos com precisão de áreas críticas através do mapeamento da criminalidade, possibilitando intervenções pontuais menos dispendiosas e racionalizando os recursos de segurança pública. Estabelecer uma metodologia de análise criminal utilizando SIG possibilita intervir antecipadamente, garantindo a ordem e controle social do espaço urbano.


Palavras-chave: SIG. Criminalidade. Sociologia. Análise criminal. CPTED. Centro histórico. Prevenção. Belém.

CRIMINALIDADE NA ÁREA CENTRAL DE BELÉM


Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado do Pará, o bairro da Campina, onde se situa a zona comercial do Centro Histórico de Belém (CHB), entre os dezoito bairros da Primeira Légua Patrimonial, se destaca em 1º lugar, com as mais altas taxas de criminalidade (tabela 14), e em números absolutos, na tabela 15, recebe o 3º lugar, em relação a ocorrência de furtos, ressalta-se que a elevada taxa de criminalidade no bairro da Campina decorre não somente de sua reduzida população, como também de elevados números absolutos de ocorrência delituosas. Isso destaca a importância de se estudar o fenômeno da criminalidade no centro da cidade, objeto de estudo deste trabalho.

A figura 69 mostra a taxa de furto geral no CHB com os respectivos  hot spots, destacados com linhas em azul. No bairro da Campina destaca-se o eixo da Av. Presidente Vargas, a área do comércio, as Praça Felipe Patroni e da Bandeira, a Trav. Pe. Eutíquio com a Av. Tamandaré e com a Rua Senador Manoel Barata e no bairro da Cidade Velha, a Praça do Relógio e o mercado do Porto do Sal, próximo ao Beco do Carmo. Em geral o furto possui uma distribuição espacial aglomerada e predominante em áreas de comércio e serviços.
A figura 70 mostra a distribuição espacial do furto nas faixas de horas. No período diurno, nota-se um padrão aglomerado no comércio e na Av. Presidente Vargas e na esquina do shopping Pátio Belém, na Trav. Pe. Eutíquio. No período noturno observa-se o mercado do Porto do Sal e alguns focos no Ver-O-Peso no período de 00-06 horas, e no período 18-24 horas, a esquina do shopping e a esquina da Praça da República próxima ao Bar do Parque.

A ocorrência dos delitos homicídio, latrocínio e estupro foram mapeados com a técnica tradicional de mapa de pontos em conseqüência da quantidade de delitos registrados. Isso devido a pequena abrangência espacial do CHB. Mesmo com essas considerações, as ocorrências desses delitos violentos se concentraram também em áreas problemáticas, como mostra a figura 75.
 Este estudo tem como objetivo geral a análise dos padrões de ocorrências criminais no Centro Histórico de Belém (CHB) e a proposta de diretrizes urbanísticas para coibi-las ou reduzi-las. Como objetivos específicos, o mesmo propõe a criação de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) do CHB que possibilite a integração e o correlacionamento de dados, o relacionamento das ocorrências criminais com a organização territorial do CHB e a definição de diretrizes urbanísticas espacializadas nas áreas diagnosticadas como problemáticas para a redução de criminalidade nas mesmas.

Este Trabalho e do meu grande amigo Luis Guimarães ( luishrg@gmail.comque nos apresenta a pontecealidade do uso da GEOTECNOLOGIA nas diversar áreas, como a Segurança Pública. Contudo, é triste saber que trabalho execepcionais como este não são utilizados pelas Instituições de Segurança Pública para o estabeleciemnto de diretrizes de segurança. Fica a dica deste trabalho e o grande profissional que o elaborou.

Trabalho final de graduação apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade da Amazônia como requisito para a obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador: Prof. Dr. Marco Aurélio Arbage Lobo.


2 comentários:

  1. Foi trabalho de conclusão de curso ou disertação de mestrado? Parece ser um ótimo trabalho. Gostaria de ler por completo.

    ResponderExcluir
  2. Caro Amigo Jarbas na postagem está o email do Luis, entre em contato com ele. Concerteza ele terá o praze e fornecer este trabalho na sua intregar. obrigado por nos visitar! volte sempre!

    ResponderExcluir

Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos apectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalahadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de métedo fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a apartir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala