7 de fevereiro de 2013

CORPO DE BOMBEIRO INTERDITA 9 BOATES EM BELÉM


Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) divulgou o balanço da operação de vistoria às casas noturnas da capital paraense, feita entre os dias 29 de janeiro e 3 de fevereiro. Dos 44 estabelecimentos fiscalizados, apenas um não apresentou nenhuma pendência e está completamente de acordo com as normas de segurança obrigatórias para funcionamento.

As equipes da Diretoria de Serviços Técnicos e Centro de Atividades Técnicas dos Bombeiros, responsáveis pelo trabalho de fiscalização, solicitaram a interdição de 14 estabelecimentos no período da vistoria.

Destes, cinco regularizaram suas situações e nove continuam com as portas fechadas e 61% dos locais vistoriados apresentaram irregularidades nas saídas de segurança.


Os nove estabelecimentos que estão impedidos de funcionar são:
1 - Açaí Biruta (Rua Siqueira Mendes, nº 172 - Cidade Velha);
2 - Boate Casa Blanca - atual Cariocas Bar (Av. Senador Lemos, nº 175 - Umarizal);
3 - Boate Malícia (Trav. Rui Barbosa, nº 375 - Reduto);
4 - Parrila (Av. Serzedelo Corrêa, nº 1075 - Batista Campos),
5 - Tapere bar (Av. Magalhães Barata, 601 - São Braz);
6 - Locomotiva - boate 24 horas (Av. Pedro Alvares Cabral, nº 4765 - Sacramenta);
7 - Cidade Folia (Av. Almirante Barroso s/n - Entrocamento);
8 - Estação Show - Sereia Drinks (Av. Pedro Alvares Cabral, nº 24); e
9 - Rancho "Não Posso Me Amofiná" (Trav. Honório José dos Santos, nº 758 - Jurunas).

Segundo Coronel João Hilberto Figueiredo, Comandante Geral do CBMPA, o reforço nas vistorias técnicas é um serviço feito periodicamente e foi intensificado neste começo de ano. “A tragédia de Santa Maria motivou equipes dos Bombeiros em todo o país a reforçar as atividades de fiscalização. As maiores preocupações são com a saída de emergência e revestimento de paredes e utensílios dos locais de festa”, destacou o comandante.

O major Oliveira, sub-chefe do Centro de Atividades Técnicas, explicou que as edificações são tipificadas de acordo com as características específicas e que as determinações de segurança mudam conforme as características do imóvel. “Os tipos, número e distância percorrida até a saída de emergências de casas noturnas mudam conforme especificidades e tipificação do imóvel. O que é comum para todos é a obrigatoriedade da sinalização das rotas de fuga e saídas de emergência, que devem ser dispostas próximas ao teto e ao chão, e o controle dos materiais de revestimento de móveis, cortinas e de piso e parede”, explicou o major.

Segundo o major Oliveira, algumas mudanças serão exigidas a partir destas vistorias realizadas e do incêndio na boate Kiss em Santa Maria. A primeira delas é a obrigatoriedade em fixar, ao lado da bilheteria do estabelecimento, a lotação máxima do local, além do documento oficial emitido pelo CBM que indica este número. Outra exigência será o uso de extintores polivalentes, que tem maior eficácia do que os equipamentos comuns, que utilizam água e pó e, ainda, a sugestão de uma mudança curricular nos cursos de formação dos agentes de segurança. A sugestão do CBM é que a disciplina de Brigada de Incêndio seja mais completa e ampliada.

O trabalho, feito em pareceria com a Polícia Civil do Pará, será ampliado para outros tipos de estabelecimentos. As igrejas e templos religiosos são as próximas edificações a serem vistoriadas pelas equipes do Corpo de Bombeiros. A população também é um agente fiscalizador e pode denunciar qualquer irregularidade aos órgãos competentes através dos números 3231-0717 / 32310737 e pelo 190.

Referência
http://www.bombeiros.pa.gov.br/index.php/noticias/ultimas-noticias/877-bombeiros-notificam-43-casas-noturnas-e-interditam-9-durante-operacao-em-belem

16 de janeiro de 2013

geotecnologia no Combate aos Incêndios no Centro Histórico de Belém


Em 2012 o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Pará (CBMPA), através do Soldado BM Leonardo, participou da SEMANA DO PATRIMÔNIO PARAENSE. No evento o militar apresentou o trabalho sobre “Espacialização e Analise dos Incêndios Urbanos do Centro Histórico de Belém de 2009 – 2011”.



Este trabalho tem sua importância na medida em que o Centro Histórico de Belém (CHB), possui construções antigas e tem sofrido com grandes ocorrências de incêndios, principalmente pelo fato de algumas lojas armazenarem em seus departamentos, fogos e explosivos ao lado de material inflamável e baixa qualidade da fiação elétrica dos edifícios e das residências históricas.

O presente trabalho faz encontra supedâneo no que pré leciona a inteligência do artigo 21 da nossa magna carta. Ou seja, proteger bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos e proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico...”


Com este trabalho o militar dá continuidade nos estudos e análise da distribuição dos hidrantes e dos padrões pontuais das ocorrências de incêndios no Município de Belém. No primeiro momento o trabalho tem como objetivo identificar as áreas de concentrações de foco de incêndio no Centro Histórico de Belém (CHB) e auxiliar os órgãos responsáveis pela preservação e proteção contra incêndio  na elaboração de política adequada de planejamento de redistribuição de recursos destinados à proteção contra incêndio deste patrimônio da Amazônia.

Com os dados levantados, tratados, tabulados, geocodificados e espacializados foram possíveis desenvolver e apresentar resultados consistentes quanto à distribuição e concentração espacial dos incêndios e dos hidrantes no Centro Histórico de Belém.

Através de técnica de geoprocessamento empregada, foram encontrados áreas de risco que precisam de maior atenção dos órgãos responsáveis pela prevenção a incêndios urbanos (Figura 1).

A Figura 1, mostra a superposição das camadas de “zonas quentes” de incêndio e “zona fria” de cobertura de hidrantes. Por interpretação visual entre estas duas camadas, observa-se que na região oeste do CHB existe apenas uma parte das três “zonas quente” de incêndio coberto pelo sistema de hidrantes urbanos.

Figura 1 – Mapa com de interseção das “Zonas Quentes” e “Zona Fria” dos incêndios e hidrantes no CHB
Fonte: Elaboração Santos, L.S.

A sobreposição das bases cartográficas geradas ajudaram na elaboração de mapas temáticos que contribuíram sobremaneira para a conclusão do trabalho e enriquecimento das análises. Na oportunidade, sugeriu-se a elaboração de uma base com a localização dos prédios tombados pelo patrimônio público para analisar e avaliação, por exemplo, da proximidade das áreas de densidade de incêndio deste partrimônios históricos.

Entra as várias conclusões pode-se destacar a necessidade de redistribuição dos hidrantes no bairro da Cidade Velha e Campina, principalmente nas principais vias no entorno do CHB para melhorar as ações de combate a incêndios, manobras de estabelecimento e abastecimento de viaturas do CBMPA.


Ainda observou-se que várias instituições financeiras estão próximas às áreas de maior concentração de hidrantes urbanos, mas, não significando uma área protegida em função a pouca vazão destes dispositivos (Figura 2).

De acordo com Leonardo (2011), “no aspecto de vazão L/m (litro do minuto) o CHB está muito aquém do ideal. Apenas 37 % possui vazão mínima (1000 L/min.) no período diurno e 25% com vazão mínima (1000 L/min.) no período noturno”.

 Figura 2 – Mapa de uso do solo do CHB e “zona fria” de cobertura de hidrantes.
Fonte: Elaboração Santos, L.S.

Contudo, o desafio e continuar as análises com um grupo de estudo multidisciplinar e estruturar um banco de dados geográfico (BDG) como uma solução de Gerência de Informação (GI) das ocorrências do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará utilizando a tecnologia de plataforma web com o uso de softwares livres. Conceber a estrutura de um sistema GI com estas características traz benefícios no que diz respeito a automação de tarefas, monitoramento de todas as fases do atendimento das ocorrências, publicação de resultados com estatísticas e mapas, auxílio a tomada de decisões, planejamento de recursos operacionais, e a viabilidade de alcançar distantes municípios em um vasto território como o do Estado do Pará.


Tecnologia no Combate a Criminalidade


A tecnologia do georreferenciamento vem contribuindo para aperfeiçoar as ações do Sistema de Segurança Pública no Pará, desde 2010. Por meio da parceria do Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP) e da Faculdade de Geografia e Cartografia da Universidade Federal do Pará (UFPA), policiais civis e militares, bombeiros e peritos criminais vem sendo capacitados para o uso da cartografia e da geoinformação a fim de identificar a localização exata das ocorrências de homicídio, assalto, furto, tráfico de drogas e apreensão de armas de fogo.


neste trabalho a Cartografia e da geoinformação esta sendo utilizada a fim de identificar e localização exata das ocorrências de homicídios, assalto, furto, tráfico de droga e apreensão de arma de fogo”.

Os mapas gerados podem auxiliar nos diagnósticos e análises que vêm servindo de base para o Serviço de Inteligência planejar as ações de combate à criminalidade”.

“Estamos usando a geoinformação, a geografia digital com imagens de satélite a partir de programas específicos - o Arcgis e Terraview - para produzir mapas da incidência de crimes na Região Metropolitana de Belém.

Ao sobrepôros mapas com a localização de cada tipo de crime, podemos avaliar a relação entre eles para saber, por exemplo, se os homicídios em Marituba estão relacionados com o tráfico de drogas. Ainda, posso cruzar essas informações com variáveis que se apresentam espacialmente, como os níveis de empregabilidade, de atendimento de saúde e educação. Com isso, posso verificar se os motivos que levam aos homicídios na Terra Firme são diferentes que em Batista Campos', esclarece Clay Chagas.

“Esses registros de base cartográfica constituem um importante banco de dados sobre a evolução de cada tipo de crime. A meta é produzir os mapas em tempo real”,

Também fazem parte desse projeto de extensão os professores doutores Christian Nunes e João Márcio Palheta, além de alunos bolsistas.

Referência 
http://www.orm.com.br/noticia/noticia.asp?id=626249&%7Ctecnologia+ajuda+no+combate+a+criminalidade+no+para

17 de dezembro de 2012

2ª EDIÇÃO - CURSO DE NAVEGAÇÃO TÁTICA DE ASSALTO E RESGATE


A C.R.I.S.E dá inicio as inscrições da 2ª edição do curso de Navegação Tática de Assalto e Resgate.

Serão dois dias de intensivos treinamentos envolvendo as disciplinas de navegação terrestre com bússolas e GPS, bem como a conduta de patrulhas em área de selva.

A equipe de instrução é formada por profissionais da segurança pública com alto nível técnico:

Equipe de instrutores: TEM CEL BARBOSA, SGT BM ANDRADE, SGT PM CLÁUDIO, CB PM L. PAULO, CB PM B e SD BM LEONARDO.

O Curso de Navegação Tática de Assalto e Resgate (NTAR) destina-se aqueles desejam aprender a navegar com mapas topográficos, bússola e GPS. É um curso onde o aluno será capacitado a utilizar cartas topográficas em diversas escala, bússolas e GPS. Também será capaz de:

 Dominar os principais conceitos espaciais e sua representação;
 Utilizar os recursos cartográficos no apoio a tomadas de decisões;
 Saber planejar ações com a utilização dos recursos cartográficos;
 Progredir ponto a ponto;
 Saber aplicar a patrulha de assalto;
 Saber aplicar a patrulha de reconhecimento;
 Conhecer as técnicas de assalto em área de selva e
 Etc...

Neste curso os alunos percorrerão um percurso previamente determinado, descrito ou não em um mapa de orientação e balizado por pontos de controle, em meio aos mais variado terrenos: vegetação, campos, parques, áreas urbanas e etc.

O principal diferencial deste curso em relação aos demais é o fato de que os alunos terão a capacidade de interpretar sinais, determinar posições em relação ao terreno e buscar caminhos que facilitem a progressão sobre o mesmo. Este também proporciona o desenvolvimento da auto-confiança, estimula a tomada de decisões, ensina a estabelecer metas, cumprir e alcançar objetivos.


DISTINTIVO DO CURSO DE NAVEGAÇÃO TÁTICA DE ASSALTO E RESGATE


Composto por dois círculos de cores verde e amarela, representando dois, dos três perímetros de segurança em uma situação crítica.

O CÍRCULO VERDE representa o perímetro externo (local destinado a formar uma zona tampão entre o perímetro interno e o público) em que esta sobreposta o nome do curso NAVEGAÇÃO TÁTICA DE ASSALTO E RESGATE em cor branca, fonte STENCIL e intercalando o nome do curso estão duas estrelas em cores amarelas.

A primeira estrela localizada a esquerda representa a grandiosidade da Hileia Amazônica e sua biodiversidade natural, as quais fundamentam a importância e dificuldade da navegação aérea, aquática e terrestre na busca do resgate de vítimas e reféns.

A segunda estrela localizada a direita representa a força, a perseverança e a sabedoria do emprego da navegação para o homem.

O CÍRCULO AMARELO representa o perímetro interno (local que circunda o ponto crítico, formando uma zona estéril), sobreposto ao círculo está uma rosa dos ventos e seus pontos cardeais: (N) norte; (S) sul; (E) leste e (W) oeste e anteposto está um punhal em cor preta que simboliza uma agulha magnética da bússola e um raio em cor vermelha simbolizando a força e o emprego de um assalto tático em uma situação
crítica.

Abaixo do círculo verde sustentando a simbologia do curso em cor azul estão sobrepostos em cor branca, fonte stencil o nome da instituição C.R.I.S.E (Capacitação Recomendada na Intervenção de Situações Especiais) e a sigla NRTA (Navegação Tática de Assalto e Resgate).

Em torno e completando o distintivo está a figura mitológica da Hidra em tonalidades de cores verde, preta, cinza, vermelha e branca, a qual possuía um corpo de dragão com nove cabeças, as quais podiam regenerar-se quando eram cortadas formando uma figura de coração correspondente ao amor e fidelidade pelo curso e pela instituição C.R.I.S.E.

O distintivo possui uma largura de 8.00 cm por 6.00 cm de altura confeccionados em metal, tecido e emborrachado, terá ainda sua confecção em tecido e emborrachado com tonalidades em preto e cinza.

Os distintivos serão usados nos uniformes representativos de cada Instituição que compõe o Sistema Nacional e Estadual de Segurança Pública (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares), Forças Armadas e Instituições Privadas, conforme Regulamento de Uniformes de cada instituição.

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO


FOTOS: http://www.crisetreinamento.com.br/fotos/fotos-navegacao-tatica-de-assalto-e-resgate-25-e-26-de-agosto/

31 de outubro de 2012

Falta de hidrantes em Parauapebas

Figura 1 - Hidrantes em situação de abandono em Parauapebas.

“A situação está precária, pois existem muitos hidrantes e nem mesmo um que funcione adequadamente”, lamenta Major Luiz Cláudio, comandante do Subgrupamento de Bombeiros Militar em Parauapebas. O comandante admite que o abastecimento da viatura de combate a incêndio é feita em pontos distantes e por gravidade já que os hidrantes que funcionam não possuem pressão suficiente para abastecimento.

O desgaste dos hidrantes, segundo informou o comandante, se deu pela ação do tempo e dos vândalos que retiram peças para vender como sucata.

Mas no caso do que pode ser visto na foto, amarrado com cordas e torniquete, já faz algum tempo que desperdiça água e não recebeu nenhuma atenção dos responsáveis. O hidrante fica na calçada de um prédio público, a escola Paulo Fonteles, e mesmo assim não foi solucionado o problema.

A responsabilidade de instalação e manutenção dos hidrantes é do SAAEP (Serviço Autônomo de Água e Esgotos de Parauapebas), e já que não tem dado manutenção nos hidrantes nem instalado novos, ofereceu como paliativo um caminhão pipa para reabastecer a viatura, no local do incêndio. “Funciona, mas pode chegar um momento em que este também não esteja à disposição”, preocupa-se Luiz Cláudio, dizendo ser melhor que os hidrantes sejam disponibilizados.

O corpo de bombeiros militar possui apenas uma viatura e com as distancias do abastecimento não surte nenhum efeito no combate ao incêndio.

Major Luiz Cláudio diz que caso os hidrantes já existentes funcionassem corretamente já seria razoável para suprir a necessidade da população, mas admite que deveria ser feito levantamento para que se instale mais, principalmente, nos bairros novos. Uma das causas de que os hidrantes diminua, com o tempo, a pressão, é o fato do crescimento populacional que recebe água da mesma tubulação.

“Os incêndios vem aumentando a cada ano, de acordo com o aumento da população. E como as edificações vão ocupando as áreas com vegetação incêndios vêm sendo mais freqüentes na área rural próxima à cidade”, conta Luiz Cláudio, justificando ainda que, em sua maioria, estes incêndios são provocados por pessoas na tentativa de limpar terrenos fazendo uso do fogo. “Ação que se flagrada resultará em detenção do infrator; mas isto se torna difícil, pois o flagrante nunca é feito e o causador sempre acusa um transeunte de ter provocado o acidente”, conclui Luiz Cláudio.(Francesco Costa/Especial para jornal O Regional).

17 de outubro de 2012

Geotecnologias na Gestão Pública disponibiliza material



Geotecnologias na Gestão Pública é um encontro que objetiva constituir-se em espaço privilegiado para a troca de experiências entre os entes públicos federais, estaduais e municipais.

Gestores e técnicos nas áreas de planejamento, segurança, meio ambiente, saúde, desastres naturais, legislação, energia e outras áreas neste evento debateram seus projetos, suas idéias, seus avanços e desafios no uso das informações geográficas na gestão de suas respectivas áreas.

De acordo com os organizadores, vivemos sob uma ordem econômica e social que impõe que ágeis processos de tomada de decisão estejam capilarizados em todos os níveis de organização, seja do setor privado, seja do setor público.

Todavia, não basta ao Poder Público demonstrar capacidade de planejamento. É absolutamente fundamental que ele disponha de quadros técnicos e gerenciais capacitados para garantir, executando ou fiscalizando, a consecução dessas ações estratégicas.

Nesse contexto o evento disponibilizou o material do evento no link de acesso direto:

Estão disponíveis as palestras cujos autores já nos autorizaram a distribuição. As outras serão adicionadas mediante autorização de seus autores: http://www.ggp.uerj.br/2012/

11 de outubro de 2012

Orientações sobre Hidrantes Urbanos – dicas do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal



Para que servem os Hidrantes Urbanos?

Os incêndios são, em sua grande maioria, combatidos com o emprego de água como agente extintor. Especialmente pelo fato da água ser abundante e barata na natureza, o que torna economicamente viável para a maioria dos incêndios; além da facilidade de armazenagem, facilidade de transporte, multiplicidade de aplicação do jato, forma líquida etc.

Por isso há uma preocupação do Estado e do município com o suprimento de água, em especial para guarnições de combate a incêndio que necessitam desse agente extintor, proveniente de uma fonte disponível, no local do incêndio. Por isso os hidrantes urbanos de incêndio necessitam estar em plena condição de serem utilizados pelos bombeiros em caso de combate a incêndio.

Os hidrantes urbanos são instalados para uso exclusivo no combate a incêndio ou outras operações, por exemplo, limpeza de logradouros públicos após inundações onde haja acúmulo de lama e obstruções. Na realidade estes aparelhos de hidrantes são como uma fonte avançada de água que garante ao bombeiro, bem como à população, a segurança de poder contar com viaturas sempre abastecidas para o caso de um grande incêndio.

O CBMDF disponibiliza para toda a comunidade o cadastro de hidrantes urbanos do Distrito Federal. Para baixar o cadastro de todos os hidrantes do Distrito Federal é só clicar na figura do Zé Hidrante na página principal do sítio do CBMDF ou ainda por este link : https://www.cbm.df.gov.br/

Para informação de todos, está sendo feito um trabalho de geoprocessamento para mapeamento dos hidrantes, ou seja, a localização através de GPS, que ainda não está em fase de planejamento e estudo.

A NBR 5667/80 descreve que em geral os hidrantes são fabricados para uma pressão máxima de serviço 10 kgf/cm². O diâmetro interno da entrada de água, dotado de um flange, é de 75 ou 100 mm. Para serem utilizados pelo Corpo de Bombeiros os equipamento devem possuir “bocas de saídas” com as rosca são 60 mm (diâmetro externo 82 mm e 5 fios) e rosca de 100 mm (diâmetro externo 127 mm e 4 fios). Ainda segundo NBR 5667/80, os hidrantes devem ser pintados na cor vermelha e instalados no passeio público pela agência concessionária de água no município para serem utilizado como suprimento de água em combate em incêndios.

Hidrantes de Belém


Belém conta hoje com 83 hidrantes, sendo que destes 79 do tipo hidrante coluna, 3 tipo coluna de hidrante e 1 hidrante subterrâneo.

Com as informações sobre a situação atual dos hidrantes foi elaborado um planilha de dados que posteriormente foi geocodificados para gerar uma tabela de atributo com informações georreferenciados, ou seja, o processo resultou em um arquivo shapefile de feições pontuais com as informações sobre localização dos hidrantes que consiste basicamente em um plano de informação com a localização estimada de todos os hidrantes de Belém (figura 1).

Figura 1: Base hidrantes de Belém geocodificado e exportado para shapefile.
Fonte: Elaboração SANTOS, L.S., (2012).

1 – Conceito de Hidrante Urbano;
O hidrante urbano de incêndio é definido como um aparelho de ferro fundido, instalado na rede pública de água pela concessionária de água da cidade ou região administrativa, com o objetivo de abastecer as viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal para o combate a incêndios e outras operações. A NBR 5667 define como “aparelhos ligados aos encanamentos de abastecimento d’água que permitem a adaptação de bombas e/ou mangueiras para o serviço de extinção de incêndios”.

2 – Quem são as pessoas e órgãos autorizados a usar Hidrantes Urbanos?
Conforme previsto no Decreto N° 5.555, de 31 de outubro de 1980, especificamente no art. 28, os hidrantes são de uso privativo da CAESB e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Os infratores estão sujeitos às penalidades legais, sem prejuízo da apuração do volume de água desperdiçado, bem como de outras despesas decorrentes de danos ao hidrante e/ou à rede de abastecimento de água.

Resumindo somente é autorizada a utilização do hidrante urbano de incêndio ao militares do CBMDF e servidores da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal – CAESB.

3 – Atribuições dos órgãos públicos quanto a hidrantes urbanos
Cabe a CAESB: instalar, remover, substituir, remanejar e realizar toda a manutenção necessária para manter o hidrante urbano em plena condição de uso para abastecimento das viaturas do CBMDF.

Cabe ao CBMDF, por meio do da Seção de Hidrante Urbano – SEHUR, como órgão de execução do DESEG: executar atividades operacionais de cadastramento, atualização e inspeção em todos os Hidrantes do Distrito Federal, enviar mensalmente a CAESB relatório constando todas as alterações para manutenções e consertos necessários aos hidrantes urbanos da região administrativa inspecionada e emitir Parecer Técnico para instalação, remanejamento e remoção de hidrantes em todo o Distrito Federal.

4 – Qual a legislação em vigor quanto a Hidrantes Urbanos?
Decreto n° 5.555 (de 31 de outubro de 1980), NBR 5667-1 e NBR 12218.

5 – Como proceder para solicitar conserto/reparo de Hidrante Urbano?
Em caso de hidrante danificado ou sem condições de uso, qualquer cidadão poderá entrar em contato com a Seção de Hidrante (3901-3450) ou CAESB (115), informando o dano e/ou necessidade de reparo no hidrante urbano, bem como denunciar má utilização do equipamento (por exemplo: lavagem de carro por parte de flanelinha), para que sejam tomadas as devidas providências.

6 – Como denunciar má utilização do HU (por exemplo: lavagem de carro por parte de flanelinhas);
O CBMDF lembra que roubo de água de hidrante urbano é crime. Para denunciar tal situação, pode-se ligar gratuitamente para o 190 (Polícia Militar) para denunciar o caso. Posteriormente pede-se para ligar para 115 (CAESB) e também informar a SEHUR pelo número 3901-3450, que sempre está em constante contato com o Centro de Inteligência do CBMDF para investigação e fragrante do delito, se for o caso. Pode-se ainda acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal pelo 193 (a qualquer dia ou horário).

7 – Como solicitar a instalação e/ou remanejamento de Hidrante Urbano;
Em caso de remanejamento, o interessado deverá protocolar solicitação por escrito junto a DESEG, e este por sua vez despachará a referida solicitação a Seção de Hidrante, que por sua vez ficará responsável em inspecionar e emitir um Parecer Técnico sobre a viabilidade ou não de se remanejar o aparelho, indicando o local ideal para o remanejamento e por fim informar ao interessado que todo custo é por conta do solicitante.

Referências:
Do cafezinho. Disponível em: http://docafezinho.com.br/?p=16642

Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos aspectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalhadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de método fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a partir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala