13 de outubro de 2011

Projeto deixa Corpo de Bombeiros do Pará mais perto da sociedade

Corporação trabalhará ainda este ano com novo formato e perfil de atuação na RMB

O Corpo de Bombeiros Militar do Pará se prepara para dar um salto nunca visto antes na história da corporação. Vai criar uma nova perspectiva do presente e futuro, a partir da implantação do Sistema de Operações Responsivas, para conferir a agilidade, eficiência e rapidez na nobre missão de salvar vidas. Em outras palavras, a instituição já trabalha novo formato e perfil de atuação, redimensionando o efetivo e os equipamentos para alcançar a média de cinco minutos de tempo-resposta em uma ocorrência na Região Metropolitana de Belém (RMB), atingindo, assim, o padrão internacional do tempo de atendimento, da saída da unidade de bombeiro até o local da ocorrência.

Do universo dos serviços operacionais solicitados na RMB, 60% hoje corresponde a ocorrência de resgate ou atendimento pré-hospitalar; 30% são casos de salvamento e apenas 10% incêndio. A descentralização dos serviços vai permitir que os Postos Bombeiro atendam 99% do total dessas ocorrências. Para atender 0 1% restante, que são os casos mais complexos, será criada Força Espacial de Bombeiros com um nível maior de qualificação, capazes de utilizar equipamentos de última geração para atuar como força-tarefa em ocorrências como queda de aeronave, desabamento de edifícios, suicídios e outros.


Hoje, os bombeiros do Pará possuem um tempo-resposta de 9 minutos (média) para chamada na RMB. Por isso, o Comandante Geral, Donato Teixeira Junior, apresentou à secretaria de segurança pública (Segup), um modelo inovador no Norte e Nordeste do Brasil, que propõe a ampliação de 7 para 12 unidades, com uma significativa redução de “pontos cegos” e maior cobertura das demandas. Ponto cego é uma área sema devida cobertura pelo efetivo bombeiro militar.

O Sistema atual é formado por Grupamento, Sub-grupamento e Seção Bombeiro Militar. A partir da nova proposta, a estrutura será inovadora por completo – Terá Diretoria de Operações, Comando Regionais, Grupamento e o Posto de Bombeiros, o PB. Cada Grupamento da Região Metropolitana manterá sob sua coordenação quatros PB’s. Um interno, funcionando dentro do Grupamento, e três externos. Cada PB vai ter a abrangência de 3 quilômetros, cobrindo uma área de total de 28 quilômetros quadrados

Figura 01 - Modelo atual - Unidades existentes deixam "pontos cegos", sem cobertura por bombeiro. Fonte: Elaborado por Leonardo Sousa, 2011.

O modelo consiste em colocar o Grupamento como centro operacional e administrativo dos PBs. Dentro do Grupamento haverá um posto de Bombeiro. Nesse PB interno, a estrutura prevê viatura de combate a incêndio com capacidade de 30 mil litros de água e uma menor de 3 mil litros, viaturas aéreas (escadas e plataformas mecânicas), uma viatura para serviços não emergenciais e uma viatura resgate e moto incêndio.

Os postos de Bombeiros terão uma estruturação bem simples, com baixo custo e em um espaço funcional. Cada posto terá uma viatura com dupla função, para salvamento e combate a incêndio com capacidade para 3 mil litros (mais ágil e com maior poder de trafegabilidade, uma viatura resgate, uma moto resgate e uma moto para combate a incêndio.

Com os 12 novos PBs, as principais vantagens citadas pelo Comandante Geral são redução do tempo resposta para 5 minutos e o aumento da cobertura operacional, além da otimização dos recursos físicos. Humanos e materiais. O projeto tem investimento estimado em 7,2 milhões e deve ser execultado até 2014. Os recursos virão através de convênios e do Fundo de Investimento de Segurança Pública. O plano é piloto para RMB, mas é um modelo que pode ser empregado em todas as regiões do Estado.

A nova organização espacial do Corpo de Bombeiros muda também a antiga filosofia das especialidades. Todos os postos terão bombeiros treinados e qualificados para atuar em qualquer ocorrência. O objetivo também é a desconcentração dos serviços. Um PB pode oferecer suporte operacional para outro. E nada impede que a área de abrangência seja maior, segundo o Comandante Geral. Se houver necessidade, o Posto pode atuar num raio de 6 ou mais quilômetros.

Figura 02 - Novo formato - GBs e PBs reduz os "pontos cegos"
Fonte: Elaborado por Leonardo Sousa, 2011.

Essa grande mudança na estrutura atende à nova realidade do Corpo de Bombeiros do Estado. Segundo o coronel Donato Teixeira Junior, a maioria das ocorrências registradas em território paraense está concentrada na Região Metropolitana de Belém, cobertura para uma população de quase 2,5 milhões de habitantes. Esse novo formato vai permitir o atendimento, simultaneamente, de várias ocorrências.

NOVA ESTRUTURA

GB 1 (atual 1 GBM) Cremação
01 PB na Cremação
01 PB no Comércio (onde é o antigo Comango Geral)
01 PB em São Braz ( a ser criado)
01 PB na Terra Firme (a ser criado)

Figura 03 - Novo estrutura - GB 1 (atual 1 GBM) Cremação, 01 PB na Cremação, 01 PB no Comércio (onde é o antigo Comango Geral), 01 PB em São Braz ( a ser criado) e 01 PB na Terra Firme (a ser criado). Fonte: Elaborado por Leonardo Sousa, 2011.


GB 2 (atual Comando Geral) Julio César
01 PB na Julio César
01 PB no Mangueirão (a transformar)
01 PB Entrocamento ( a ser criado onde funciona o Centro de Atividade Técnicas – CAT)

GB 3 (GBM Ananindeu)
01 PB na Cidade Nova (GBM Anaindeua)
01 PB em Marituba (a transformar)
01 PB na BR 316 (a ser criado)
01 PB no Tapanã (a ser criado)

Fonte  do artigo:
Texto: O Liberal - Mercado pag. 9 - Informe Publicitário de 09/10/2011
Figuras: Leonardo Sousa, 2011

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Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos apectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalahadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de métedo fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a apartir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala