8 de setembro de 2014

I CORRIDA DE ORIENTAÇÃO EM COMEMORAÇÃO AO DIA AMAZÔNIA

 
O Clube de Orientação Coari e Geopará em parceria com organização não governamental (ONG) “No Olhar” realizou a I Corrida de Orientação em comemoração ao Dia da Amazônia no Parque Estadual do Utinga (Peut), gerenciado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O evento também teve a participação da Marinha do Brasil, representada pelo grupamento de fuzileiros navais de Belém e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).
 
 
A Corrida de Orientação é um esporte que surgiu há mais de cem anos nos países nórdicos como Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. A finalidade era fazer com que o atleta desenvolvesse atividades físicas ao ar livre, mantendo a mente ocupada durante todo o percurso e contribuindo para a Educação Ambiental (Folha do Progresso, 2014).
Os participantes durante o percurso deverão registrar sua passagem por diversos pontos de controle no meio da mata. A definição do percurso a seguir é realizada através da utilização de uma bússola e um mapa em um percurso de quase 2 horas de duração em trilhas ecológicas do Utinga. Os participantes percorreram 1,5 quilômetros entre as trilhas.
Os atletas mirins foram cerca de 40 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 12 anos, do Quinto Ano e do Primeiro Ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Almirante Renato Guillobel.
 
 
 Apesar de morarem perto, muitas delas não conheciam o parque, uma área de 1.200 hectares (equivalente a 100 campos de futebol), completamente preservada e que abriga os lagos Bolonha e Água Preta que abastecem mais da metade da população de Belém (Agencia Pará, 2014).

O percurso de Orientação teve o objetivo estimular o trabalho em equipe e o raciocínio lógico dos alunos, além do contato com a natureza e a iniciação cartográfica através dos Mapas de Percurso de Orientação confeccionado pelos Clubes de Orientação.
 
 
Neste percurso as crianças vão traçar seu trajeto através de trilhas, elevações, lagos e diversos outros tipos de terrenos do Parque do Utinga e no Dia da Amazônia os novos atletas puderam esta pertinho da natureza através de um esporte que estimula o raciocínio e o trabalho em equipe. Venceu o Percurso quem fizer o percurso no menor tempo.
O presidente do Clube Ariramba, o suboficial da Marinha, João Tenório disse que no esporte de orientação as crianças desenvolvem diversas habilidades. Elas precisam escolher o melhor caminho a seguir para completar o percurso no menor tempo possível e vencer a corrida. “A orientação é a arte de navegar em terras desconhecidas, sempre respeitando a natureza”, disse (Agencia Pará, 2014).
 
 
Segundo Marcos Wilson, um dos coordenadores do evento, o objetivo maior é que os alunos conheçam e cuidem do meio ambiente. “Os alunos têm o contato direto com a natureza e aprendem a cuidar dela, além de serem treinados para usar a bússola e mapa em um percurso de quase duas horas de duração em trilhas ecológicas do Utinga”, informou (Diário Online, 2014).
 
 
 
A estudante Juliane Fernandes, aluna do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Ramiro Olavo, destacou a importância da atividade para sua vida acadêmica. “Quero ser engenheira ambiental, então, essa oportunidade de poder vivenciar a natureza é essencial para mim”, disse (Agencia Pará, 2014).
“É bastante importante (preservar) porque também somos parte da natureza”, afirmou o estudante João Renato Tavares, 12, que estava ansioso para entrar na mata. O passeio começou com caminhada por uma trilha cheia de surpresas, com direito a uma parada num olho d’água e até a presença de uma cobra cipó que assustou e encantou. Os militares que guiavam o grupo tranquilizaram as crianças explicando que a cobra só comia folhas e não era venenosa (Diário do Pará, 2014).
 
 
Sabrina Vilhena, 11, estava encantada com as árvores, enquanto caminhava pela trilha. Para ela, é importante preservar “porque a floresta morre se a gente jogar lixo”. Samara Melo Oliveira concordou: “É importante porque a gente tem que preservar a natureza pra ela não acabar”. A programação teve ainda rapel e banho de igarapé e teatro de bonecos na trilha dos macacos (Diário do Pará, 2014).

 
Após a realização da Corrida de Orientação, realizou-se palestra sobre meio ambiente, importância da preservação da natureza e preservação do Parque Estadual do Utinga. O Vice Presidente do Clube COARI realizou apuração dos tempos de percurso e definição das duplas vencedoras.

 

Após a apuração fez-se a premiação dos vencedores com medalhas para os primeiros lugares das duplas Masculina, feminina e mista, assim como de todos os participantes.
 
 
O resultado da atividade foi satisfatório considerando o interesse despertado nos alunos que participaram ativamente da dinâmica e houve a solicitação de novos percurso e a realização de um Curso de Corrida de Orientação para os Professores do Colégio Almirante Renato Guillobel.
 
Referências
http://www.diarioonline.com.br/noticia-165338-.html
https://pt-br.facebook.com/ongnoolhar
http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=104822
http://www.folhadoprogresso.com.br/ong-realiza-corrida-para-lembrar-dia-da-amazonia/

1 de setembro de 2014

4º EDIÇÃO DO CURSO DE NAVEGAÇÃO TÁTICA DE ASSALTO E RESGATE - NTAR/2014

Nos dias 30 e 31 de agosto realizou-se a 4º Edição do Curso de Navegação Tática de Assalto e Resgate no Município de Benevides pela empresa de Capacitação Recomendada na Intervenção Especiais – C.R.I.S.E - http://www.crisetreinamento.com.br/

Figura 1 - Curso de Navegação Tática de Assalto e Resgate - NTAR 2014.

A área utilizada para curso teórico e prático foi a da Belíssima Reserva das chácara de propriedade do Sr. Rudi Carlos Schunke (R.C. Schunke ME Incorporadora), com 49.490,20 m² e perímetro de 1.048,53m. E segundo Fabrício Araújo, “um verdadeiro playground”. https://www.facebook.com/Reservadachacaras.
 
Figura 2 - Condomínio Reserva das chácaras - Benevides - Pará.

Figura 3 - Pagina da Reserva das Chácaras: https://www.facebook.com/Reservadachacaras
 
O curso teve a participação de vintes alunos de diferentes seguimentos profissionais como: profissionais de segurança patrimonial, Policiais Militares, Exército Brasileiro, Bombeiros militar e do Grupo de Paraense de Airsoft (GPRA).

 Figura 4 - Profissionais de Segurança Pública, Privada e GPRA no NTAR - 2014.
 
No apoio tivemos a participação do Clube de Orientação Geopara (Leonardo Santos) e Coari na pessoa do Sr. João Tenórios, Fabricio Araújo (OTAAM, COARI). Pela empresa Crise Treinamento: Novaes, Rafael, Luis Schunke, Rafael e por fim o apoio da OTAAM (Operação Tática Airsoft da Amazônia) na pessoa do Sr. Luis Beto Vilemberg e por fim a Srª Valéria (logística de alimentação e refém).
 
Figura 5 - Equipe de apoio e combate: Luis Schunke, João Tenórios e Luis Beto Vilemberg.

Figura 6 - Equipe de combate: Leonardo Santos, Luiz Beto Vilemberg, Fabrício Araújo e Novaes .

O curso visa à capacitação do operacional em navegar com mapas topográficos, bússola e GPS, utilizando cartas topográficas em diversas escalas, objetivando a localização e deslocamento para a captura de suspeitos criminosos armados e resgate de reféns.

Figura 7- Dinâmicas do NTAR - 2014.
 

Figura 8 - Dinâmicas do NTAR - 2014.

Também os alunos serão capazes de:


·         Dominar os principais conceitos espaciais e sua representação;
·         Utilizar os recursos cartográficos no apoio a tomadas de decisões;
·         Saber planejar ações com a utilização dos recursos cartográficos;
·         Conhecer, praticar e aplicar as condutas de patrulhas em área de selva;
·         Saber aplicar a Patrulha de Assalto;
·         Saber a aplicar a Patrulha de Reconhecimento;
·         Conhecer as Técnicas de assalto em área de selva;
·         Conhecer as formações utilizadas em área de selva
·         Saber progredir ponto a ponto;
·         Desenvolver a comunicação gestual;
·         Saber utilizar a lanterna em área de selva;

Figura 9 - Instrução de planejamento de patrulha, orientação e navegação para assalto e resgate.

Nesta edição realizou-se também um percurso de orientação de 1Km para os alunos onde ponderam desenvolver de forma prática a navegação e orientação com um mapa especial na escala de 1:5.000 e 1:3.500, com muita riqueza de detalhes, confeccionado pela Geopara consultoria em geotecnologia (Leonardo Santos).
 
Figura 10 - Mapas especiais produzidos pela Geopara geotecnologia para missões do NTAR - 2014.

Outro diferencial nesta edição foi à utilização do armamento de airsoft que é um esporte que simula situações diversas de combate. Para isso são utilizados equipamentos que disparam bolinhas de plástico (bbs) de 6 mm de diâmetro.

São rígidas, não possuindo nenhum tipo de tinta, ou sistema de marcação. Tais equipamentos são réplicas externas de armas de fogo reais, porém, seu mecanismo interno em nada se assemelha com as mesmas, sendo impossível qualquer conversão das armas de airsoft para o uso com munição real (http://www.qgairsoft.com.br). Como esporte funciona: https://www.youtube.com/watch?v=NYtyO0dlvao.
 
Figura 11 - Logomarca do GRPA - Grupo de Paraense de Airsoft.
 
No último dia de curso os alunos realizaram simulados de combate de assalto e resgate de refém e diversos terrenos com, por exemplo, em área de vegetação, campos e outros. As ações de aproximação e confronto em área de selva utilizou-se recurso cartográficos, bússolas e GPS,s através de plotagem de pontos em carta, medidas de distâncias e determinação de azimute e contra azimute e outros.
 
Ao final e empresa C.R.I.S.E Treinamento conferiu ao Sr. Rudi Carlos Schunke o Diploma de Amigo da C.R.I.S.E pela assinalada cooperação prestada a esta organização de capacitação tática.
 
Figura 12 - Modelo de Diploma Amigo da C.R.I.S.E.
 
Figura 13 - Finalização do Curso de Navegação Tática de Assalto e Resgate - NTAR 2014.

27 de agosto de 2014

INSTRUÇÕES DE CARTOGRAFIA, ORIENTAÇÃO E NAVEGAÇÃO PARA SEGURANÇA PÚBLICA

No mês de agosto realizou-se a capacitação de Profissionais de Segurança Pública para utilização de mapas topográficos, bússola e GPS, objetivando-se: dominar os principais conceitos espaciais e sua representação, utilizar os recursos cartográficos no apoio a tomadas de decisões para planejar ações com a utilização dos recursos cartográficos.

Dia 13 agosto Georreferenciamento na Segurança Pública no Curso de Unidades Especializada de Fronteira - 22º Ed. EPFRON - 2014.
 
 Figura 1 - Alunos do Curso de Unidade Especializadas de Fronteiras.
 
Dia 19 e 20 agosto para Curso de capacitação Teórico profissional da Companhia Independente de Policia Fluvial – CIPFlu - Ações Fluviais.

Figura 2 - Alunos do Curso de Ações Fluviais.

Os alunos agora poderão interpretar convenções cartográficas, determinar posições e direções em relação ao terreno para buscar o melhor percurso que facilitem a progressão sobre o mesmo, proporcionando o desenvolvimento da autoconfiança, tomada de decisões, estabelecimento de metas a cumprir.
 

Com aula expositiva-dialogada e interacional, com apresentação em slides e práticas conceituou-se cartografia, sistema geodésico brasileiro e outros temas relevantes para ensino-aprendizagem da cartografia. Ensinou-se como obter de coordenadas em cartas topográficas, escalas, medidas de distâncias e definição de azimute, contra azimute e outros. A avaliação foi contínua levando-se em consideração aspectos como participação, interação e prática de campo.
Figura 3 - slides da aula EPFRON.

 
Para 22º Edição do Curso de Unidades Especializadas de Fronteira (EPFRON), ministrou-se sobre Georreferenciamento Aplicado à Segurança Pública, expondo-se um quadro geral sobre noções de geodesia, sistema geodésico de referencia, Noções de Cartografia, sistema de projeções cartográficas e sistema de posicionamento por satélite (GPS). Demonstrar os métodos e técnicas de captura de coordenadas, navegação e a utilização de software de interface para GPS através do TrackMaker.

Figura 4 - Interface TrackMaker com percurso e pontos coletados em exercício prático. 
 Apresentou-se dois trabalhos sobre Georreferenciamento Aplicado à Segurança Pública: GEOPROCESSAMENTO APLICADO A GESTÃO E ANÁLISE DAS OCORRÊNCIAS DE INCÊNDIOS URBANOS NO CENTRO HISTÓRICO DE BELÉM-PA - 2009 A 2011 E O MAPEAMENTO DOS HIDRANTES URBANOS DE BELÉM EM AMBIENTE WEB.

Na 2ª Edição do Curso de Capacitação Teórico profissional da Companhia Independente de Policia Fluvial - Ações Fluviais, realizou-se um percurso de orientação com utilização de mapa especial na escala de 1:7.500 com distâncias de 2.5 Km. Em dupla os Policiais Militares, apenas com uma bússola e um mapa passaram por pontos de controle (prismas) juntamente com picotadores, com o qual picotarão o cartão de controle, assinalando sua passagem. Ganhou a dupla que fez o percurso no menor tempo.
 
Figura 5 - Dinâmicas de ensino-aprendizagem desenvolvido nos cursos.

Na figura 6, observa-se a classificação Final dos Policiais Militares durante o exercício de Percurso de orientação de 2.5 Km.
Figura 6 - Classificação final de percurso de orientação.
 Nas aulas práticas, com aparelho de GPS em campo, desenvolveu-se práticas de configurações básicas como mudança de Datum, gravar percurso, mudança de unidades , mudança de tipo de coordenadas e outros. Coletou-se pontos em área de vegetação, realizou-se percursos com GPS e geração de mapas. Utilizaram-se os aparelhos de GPS da marca Etrex 10, 20, 30 e outros.
Figura 7 - Gps's utilizados nos exercícios práticos.

Agradeço a oportunidade ao Sr Sgt. Rosivam PMPA (Abaetetura – GTO), a SENASP, Comandante do CIPFlu, Sr Maj. PMPA Firmino e ao apoio do Sub Ten. Tenório – Presidente do Clube de Orientação Coari, Sub Ten. José Carlos de Araújo e Fabrício Araújo – Relações Públicas do Clube de Orientação Coari.
 Figura 8 - Equipe de trabalho

23 de julho de 2014

GEOPROCESSAMENTO APLICADO A GESTÃO E ANÁLISE DAS OCORRÊNCIAS DE INCÊNDIOS URBANOS NO CENTRO HISTÓRICO DE BELÉM-PA - 2009 a 2011.


FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA – FACINTER
LEONARDO SOUSA DOS SANTOS 



Trabalho de conclusão de curso apresentado à coordenação da Faculdade Internacional de Curitiba (FACINTER), com requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Gestão Ambiental.

 
 
Orientador: Prof. Rafael Lopes Ferreira
 


Introdução 
Os espaços urbanos históricos são áreas de muitos riscos e o de incêndio é, certamente, um dos mais graves. Essa risco possui dois grandes fatores: o próprio incêndio, que é um fenômeno de grande poder destrutivo, e o tecido urbano  destas  áreas históricas formado  por um aglomerado de edificações em ruas estreitas e sinuosas propícias a incêndios severos (ANDREZA, 2006).
Exemplos de grandes incêndios aconteceram na cidade de São Paulo, nos edifícios Andraus em fevereiro de 1972 e Joelma em fevereiro de 1974, resultando em 352 vítimas, sendo 16 mortos e 336 feridos (Andraus) e 499 vítimas, sendo 179 mortos e 320 feridos (Joelma).
Os incêndios em meios urbanos destroem habitações, fábricas, bibliotecas, museus, etc e podem provocar elevados danos e impactos materiais e pessoais como, por exemplo, o incêndio do dia 28 de janeiro de 2013 na Boate Kiss em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Este incêndio deixou 239 mortos e 131 feridos. Logo, os incêndios urbanos tem se tornado presente e com tendência de virar grandes tragédias por vários fatores como à falta de hidrantes, dificuldades de acesso das viaturas e principalmente em função da falta de equipamento preventivos contra incêndios nos Centros Históricos.
No Brasil, o mapeamento e monitoramento de áreas de incêndio urbano têm aumentado significativamente nas últimas décadas, principalmente em edificações de grande porte em função do desenvolvimento e aplicação das normas de segurança. Porém, segundo Baranoski (2008), essas normas de segurança não atingiram as residências unifamiliares autônomas, principalmente aquelas localizadas em assentamentos urbanos precários onde os fatores de risco de incêndio são potencializados, devido principalmente às características das edificações e do aglomerado urbano onde as mesmas estão inseridas.
 
De acordo com BREDA (2010):
 
Nas últimas décadas, ocorreram grandes desenvolvimentos na prevenção e combate, sendo que o avanço das tecnologias informáticas promoveu novas perspectivas e ambições. Atualmente, existem modelos matemáticos que, através de simulação por computador, permitem prever com bons resultados a evolução de um incêndio, a propagação das chamas e fumos e o comportamento dos materiais e das pessoas.
 
Logo, este trabalho tem sua justificativa na medida em que possibilita compreender a distribuição espacial de dados oriundos de fenômenos ocorridos no espaço que segundo Câmara (2004), constitui hoje um grande desafio para elucidação de questões centrais em diversas áreas do conhecimento, com, por exemplo: saúde, questões ambientais, na geologia, na agronomia, incêndios entre tantas outras.
De acordo com Xavier (2004), o estudo da distribuição e o mapeamento de eventos espaciais vêm se tornando cada vez mais comuns, pois, tem sido útil para traduzir padrões existentes; gerar modelos explicativos de comportamento espaciais; mapeamento e zoneamento de regiões; monitoramento de áreas de risco e proteção ambiental.
Assim, o presente trabalho tem com objetivo identificar áreas de risco que precisam de maior atenção em função da alta densidade de incêndio e baixa cobertura de hidrantes para auxiliar os órgãos responsáveis na elaboração de medidas de prevenção adequada à proteção contra incêndio urbano no Centro Histórico de Belém.
Logo, é de entendimento intuitivo a necessidade de se estudar de forma padronizada o assunto, para tentarmos contribuir, com planejadores da segurança pública local, com dados que possam servir como subsídio para estabelecimento de ações para redução os índices atuais de incêndio urbano.
 
 
Grandes Incêndios urbanos do CHB 
O Centro Histórico de Belém, com suas construções do ponto de vista arquitetônico que datam períodos de plenitude, entre os quais, o período áureo da borracha no início do século XX, precisa de maior atenção. Segundo tenente Carlos Michida (2012), foi realizado mais de 365 fiscalizações em estabelecimentos no CHB, todavia, apenas 25 estavam com todos os quesitos de segurança em dia. Muitos estabelecimentos não possuíam os equipamentos de segurança necessários contra incêndio, como os extintores, placas fotossensíveis com indicação da saída de emergência e luminárias de emergência.
O primeiro grande incêndio que se tem relato em Belém ocorreu de no dia 13 de fevereiro de 1872. Até hoje não se sabe o que teria provocado, contudo este destruiu completamente o palacete residencial (no local onde fica hoje a Assembleia Legislativa do Estado) do influente político Dr. José Coelho da Gama e Abreu, o Barão de Marajó, que viria depois ser presidente da Província, de 1879 a 1881 (MENEZES, 2004).
Mas, foi na noite de 14 de janeiro de 1902 para a madrugada do dia 15 o pior incêndio já combatido pelo Corpo de Bombeiros. O incêndio irrompeu na Travessa Campos Sales nº 5, entre Quinze de Novembro e João Alfredo, no prédio onde funcionava a firma Frank da Costa & Cia, e onde ainda hoje está instalada a Loteria do Estado do Pará.
A 1 ½ da manhã de hoje as cornetas dos quartéis anunciaram que havia incêndio na cidade. Com effeito, à travessa Campos Salles, na casa exportadora de borracha entre as ruas Conselheiro João Alfredo e 15 de Novembro, lavrava forte e pavoroso incêndio, cujas causas, no momento, eram ainda ignoradas, falando-se todavia que o incêndio tivera origem no saguão do prédio. O fogo, na sua destruidora pavorosidade, comunicou-se ao armazém de ferragens dos Srs. Bastos, Archer & Cia, contíguo ao prédio incendiado, à travessa Campos Salles canto com a rua 15 de Novembro (MENEZES, 2004).

 
De acordo com Menezes (2004), um reporte das “Folhas do Norte” descreveu a magnitude do evento: “O incêndio que deu origem à tragédia, da casa exportadora de borracha, que durou vários dias, quase uma semana, com os Bombeiros municipais e voluntários revezando-se para extinguir novos focos que surgiam”.
Neste incêndio, autor afirma que aconteceu uma catástrofe no Corpo de Bombeiros. Antônio Lemos trata o assunto com “Luctuosa Catástrophe”. Antônio Lemos relata que quando já pela manhã os Bombeiros trabalhavam no que hoje se chama de “operação rescaldo”, ocorreu um desabamento. O mesmo com a veia jornalística, de quem foi um dos fundadores do jornal “A Província do Pará”, descreve a catástrofe: “o esmagamento de diversos bombeiros, inclusive da banda de música do CBMPA, sob os escaldantes escombros, suas carnes dilaceradas, rostos e cabeças sangrando, corpos mutilados”.
O último grande incêndio no Centro Histórico de Belém aconteceu por volta das 23h de domingo dia 26 de agosto de 2012. O incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do Ministério da Fazenda, onde funciona a Receita Federal em Belém, localizado na Avenida Presidente Vargas. As chamas começaram em uma sala do 7º andar e depois atingiram outros andares do prédio. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo se alastrou rapidamente por causa da grande quantidade de papel nas salas. As chamas atingiram do sétimo ao 12º andar.Este incêndio provocou a redução dos postos de atendimento da Receita Federal em quase 50%.
Neste contexto, em razão da frequente precariedade das instalações elétricas, natureza dos materiais de construção das edificações, às condições de segurança, acessibilidade, hidrantes sem manutenção e vazão apropriada, falta de extintores portáteis nos estabelecimentos comerciais, falta de equipamentos de detecção de incêndios e principalmente a falta periódica de vistorias técnicas o centro histórico de Belém com seus patrimônios históricos, vida humana e todos os bens pessoais dos seus residentes necessitam de urgente intervenção para melhoraria da sua segurança contra incêndio.
Assim, o Centro Histórico de Belém surge com uma área considerada de altíssimo risco em função da sua carga de incêndio e que podem trazem como conseqüência danos econômicos, sociais, financeiros e ambientais e a possibilidade da perda de vidas humanas em caso de desastres por incêndios de grande porte. 
Área de Estudo
 A área de estudo consiste numa poligonal que engloba o bairro da Cidade Velha e Campina, com coordenadas geográficas centrais de 01º27’17”S e 48º30’08”W. A Figura 1 mostra o Centro Histórico de Belém composto pelos bairros da Cidade Velha e Campina.
 
 
Figura 1 - Localização do centro Histórico de Belém.
Fonte: Adaptado de Guimarães, (2009).
 
 
O bairro da Cidade Velha é o mais antigo de Belém, onde em 12 de janeiro de 1616 surgir a cidade de Belém. Possui inúmeros prédios coloniais históricos, com azulejos portugueses, muitos dos quais tombados  pelo patrimônio histórico. O Bairro da Campina é uma referência para Belém, tanto cultural como econômica. Abriga majestosos prédio que remontam período áureo da borracha como teatro da Paz e o Bar do Parque. Este espaço abriga também o cinema mais antigo em funcionamento do Brasil, o cinema Olympia. Além dos prédios com representações de empresas, o bairro configura-se como o coração financeiro da capital do Pará. 

 
Metodologia
Para o presente trabalho realizou-se na primeira etapa uma pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Na pesquisa bibliográfica e documental, contemplaram-se referenciais teóricos nas literaturas técnicas disponíveis em: livros, manuais e legislações de outros Corpos de Bombeiros de nosso país.
Numa segunda etapa, foi realizado o levantamento, tratamento, tabulação e a geocodificação dos dados referentes às ocorrências de incêndios, do Centro Histórico de Belém, registrados pelas unidades bombeiros militar no banco de dados do Sistema de Cadastro de Ocorrências de Bombeiros (SISCOB) de 2009 a 2011. Os dados do SISCOB são quantitativos e qualitativos e referem-se ao número absoluto de ocorrências registradas e os qualitativos à natureza das mesmas, de acordo com o local, classe, porte, tipo, bem como ao fator locacional.
Na terceira etapa, com os dados sobre os endereços dos hidrantes disponibilizados pela Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água do Estado do Pará (COSANPA), realizou-se o processo de georeferenciamento dos hidrantes do CHB. Foram coletadas informações das coordenadas geográficas “in loco” dos hidrantes existentes na área de estudo. A posição espacial dos hidrantes foi obtida por meio de GPS (Global Positioning System) da marca Garmin – etrex de 12 canais, do tipo métrico de navegação, com precisão planimétrica de 5m e 10m. Além das coordenadas, realizou-se o levantamento da situação física dos hidrantes, os quais foram registrados fotograficamente. Neste processo foram relacionados 11 hidrantes na área de estudo (Bairro da Campina e cidade Velha) pela COSAMPA que e Posteriormente com trabalho de campo foi atualizado para 27 hidrantes encontrados no CHB.
Na quarta etapa, elaboraram-se as áreas de densidades de incêndios e hidrantes do Centro Histórico de Belém, consideraram-se os eventos pontuais. A análise de padrões espaciais é importante quando há interesse direto no fenômeno geográfico e/ou processo em si. Neste processo utilizou-se o estimador de intensidade de Kernel, para elaboração das áreas de densidade e incêndio e hidrantes, cujos parâmetros básicos são: (a) um raio de influencia (r ≥ 0) que define a vizinhança do ponto a ser interpolado e controla o “alisamento” da superfície gerada; (b) uma função de estimação com propriedades de suavização do fenômeno. “A função da estimativa Kernel analisa os pontos de eventos considerando um malha ou grade de células pré-estabelecidas, calculando a quantidade de repetições de eventos dentro de cada célula e em suas proximidades utilizando algoritmos de distâncias, gerando um valor de densidade” (GUIMARÃES, 2009, p.93).
Na quinta etapa, realizou-se a construção da base do Centro Histórico de Belém geocodificada (streetbase) com os endereços de porta de cada lote e confecção dos mapas de Belém, foi utilizada a base cartográfica digital da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (CODEM), no formato DWG/CAD (desenho de objetos vetoriais). Estes foram processados e convertidos, segundo a natureza de informação e de tipologia geométrica para o formato “shapefile” (SHP), mantendo o sistema de coordenadas planas originais do arquivo da CODEM, para haver posterior compatibilidade no caso de expansão da área de estudo.
E por fim, na sexta etapa, utilizou-se o sistema de Informações Geográfico (SIG) software ArcGis 9.3 para armazenar em forma de camadas de informações que corresponde ao tema estudado. O programa favoreceu a criação de mapas com a finalidade de evidenciar a localização das ocorrências de incêndios no triênio 2009 a 20011 no CHB, a localização dos hidrantes do CHB, as regiões espaciais de maior densidade de incêndio e hidrantes e outros. Para construção das bases de dados inter-relacionáveis de informação utilizou-se o esquema lógico abaixo (figura 3).
 
 

Resultados
Neste trabalho, de acordo com esquema lógico acima, foram construídas e analisadas três camadas (plano de informações) inter-relacionadas de informações espaciais. É importante destacar que cada uma destas camadas possui origem e características diferentes. Por conseguinte, cada uma destas informações, construídas na forma de camada, possui, portanto limitações de análise inerente à sua própria construção.
Com a metodologia apresentada foi possível à elaboração do mapa de localização das ocorrências dos incêndios no triênio de 2009 a 2011 e mapa de localização dos hidrantes do no Centro Histórico de Belém, vide Figura 4. Foram registrados 25 incêndios entre 2009 a 2011, sendo: 8 em residências, 1 em local de Prestação de serviço, 2 em edificações de Lazer e/ou cultura, 9 em estabelecimentos comerciais, 1 em via pública, 3 em indústria, 1 em terreno baldio.
Tendo como referência o endereço dos incêndios e as coordenadas dos hidrantes pode-se observar visualmente aglomerados de pontos que sugerem a existência de concentrações comuns de risco e má distribuição dos hidrantes.
 
 
Figura 4 - Distribuição das ocorrências de incêndio (2009 a 2011) e dos hidrantes do Centro Histórico de Belém. Fonte: Auto, 2012.
 
Com os dados dos pontos de incêndios de 2009 a 2011, identificaram-se áreas de concentrações de ocorrências incêndio no CHB. Neste processo utilizou-se o estimador de densidade de “Kernel”.
De acordo com SANTOS (2003):

 
A estimação de kernel é um método de diagnóstico dos padrões espaciais de eventos pontuais sendo utilizado em diversos campos de pesquisa, especialmente nos bancos de dados georreferenciados, em consequência dos avanços obtidos nos sistemas de informação geográficas (GIS). A suavização de padrões espaciais de pontos por Kernel  passa pela seleção de um algoritmo eficiente de investigação por vizinhos mais próximos. 
 
Elaborou-se um mapa de densidade e os resultados obtidos conduziram à observação de que há uma nítida concentração de incêndio em três zonas no bairro da Campina. Na figura 5, verifica-se uma maior concentração dos incêndios nas áreas em vermelho, decaindo nos locais laranja, amarelo, respectivamente, até o verde onde não houve concentração, apenas alguns incêndios aleatórios.
 
 
Figura 5 - Distribuição das ocorrências de incêndio do CHB nos anos de 2009 a 2011 e “zonas quentes” de incêndios. Fonte: Autor, 2012. 
 
O CHB conta hoje com 27 hidrantes públicos, sendo que destes 24 são do tipo hidrante de coluna, 2 do tipo coluna de hidrante e 1 hidrante subterrâneo (Figura 6). O hidrante urbano é fabricado em ferro fundido e representa um dispositivo utilizado no abastecimento das viaturas tanques do Corpo de Bombeiros Militar, durante a ocorrência de incêndio (ABNT, 2004).
 
Figura 6 - Tipos de hidrantes urbanos do CHB: (a) hidrante coluna, (b) Coluna de hidrante e (c) Hidrante Subterrâneo. Fonte: Autor, 2011.
 
Através do plano de informação dos hidrantes do CHB, elaborou-se o mapa de localização e o mapa de intensidade estimada dos hidrantes. Observou-se que há “zona fria” de cobertura de hidrantes próximo do litoral do CHB. Também foi identificada uma má distribuição dos hidrantes nos bairros: Campina e Cidade velha, vide Figura 7. Todavia, de acordo com Leonardo (2011), “no aspecto de vazão L/m (litro do minuto) o CHB está muito aquém do ideal. Apenas 37 % possui vazão mínima (1000 L/min.) no período diurno e 25% com vazão mínima (1000 L/min.) no período noturno”. Este aspecto é importante, pois segundo Oliveira (2006), “As maiores dificuldades encontradas pelas equipes do Corpo de Bombeiros, diz respeito ao número de hidrantes e à falta de carga adequada para uma utilização dos poucos que existem na cidade”.
 
Figura 7 - Distribuição dos hidrantes no Centro Histórico de Belém e “zona fria” de hidrantes.
Fonte: Autor, 2012. 

 O Bairro da Cidade Velha, figura 7, possui somente 2 hidrantes o que aumenta a ameaça potencial as pessoas, propriedades, atividades econômicas incluindo os serviços públicos. O hidrante urbano é um dos mecanismos possíveis para redução da vulnerabilidade da comunidade com relação aos desastres provocados pelos incêndios (SILVA & COELHO, 2009).
Ainda segundo Coelho, 2009, a redução dos riscos de incêndio implica na redução da vulnerabilidade dos cenários e das comunidades em riscos. Ao se reduzir a vulnerabilidade de uma determinada comunidade, impulsiona-se sua capacidade para suportar os eventos adversos presentes em seu entorno.
Por isso, deve-se haver uma preocupação do Estado e do Município com o suprimento de água, em especial para guarnições de combate a incêndio que necessitam desse agente extintor no local do incêndio. Logo, os hidrantes urbanos de incêndio necessitam estar em plena condição de serem utilizados pelos bombeiros em caso de combate a incêndio. 
A figura 8 ilustra os raios das “zonas quentes” derivadas da concentração dos eventos de incêndios ocorridos entre 2009 a 2011 e o raio da “Zona fria” concentração de hidrantes no CHB. Logo, a precária estrutura do sistema de hidrantes urbano no centro Histórico de Belém pode dificultar o trabalho do Corpo de Bombeiro no combate a incêndio nesta região.
 
Figura 8 - “Zonas Quentes” de concentração de incêndios e “Zona Fria” de concentração de hidrantes urbanos no CHB. Fonte: Autor, 2012.

 
A Figura 9 mostra a superposição das camadas de “zonas quentes” de incêndio e “zona fria” de cobertura de hidrantes. Por interpretação visual entre estas duas camadas, observa-se que na região oeste do CHB existe apenas uma parte das três “zonas quente” de incêndio coberto pelo sistema de hidrantes urbanos. Segundo, o mapa de interseção dos incêndios e hidrantes no CHB, pode-se observar uma área potencialmente coberta pelo sistema preventivo de hidrantes urbanos e outras duas áreas vulnerável com baixa cobertura de hidrantes.A vulnerabilidade é uma condição intrínseca ao sistema que, em interação com a magnitude do evento ou acidente, caracteriza os efeitos adversos, medidos em termos de intensidade (COELHO. & SILVA, 2009).
Dessa maneira, verifica-se que quanto menores as condições de vulnerabilidades dos cenários menores serão as consequências dos desastres, logo, faz-se necessário reduzir os riscos e as vulnerabilidades desses locais, ou seja, as ameaças dos cenários, como medida de evitar que os eventos adversos aconteçam e desencadeiem um desastre.
O incêndio é uma combustão rápida, disseminando-se de forma descontrolada no tempo e no espaço (COELHO apud Seito 2008). Ainda segundo o mesmo autor, o incêndio é o fogo que foge ao controle do homem, queimando tudo aquilo que a ele não é destinado queimar; capaz de produzir danos ao patrimônio e à vida por ação das chamas, do calor e da fumaça.
A Segurança Contra Incêndio só é entendida como necessária quando algo falha e ocorre um incêndio com proporções capazes de destruir de forma significativa o valor da área atingida.
Assim, capacidade destrutiva de um incêndio urbano, a perda de bens materiais surge como uma consequência quase sempre inevitável e pode impedir a continuidade do funcionamento de empresas. Logo, outro fator proveniente dos resultados obtidos é a proximidade de várias agências bancárias das “zonas de quentes” de incêndio, vide Figura 9.
 
Figura 9 - Mapa com de interseção das “Zonas Quentes” e “Zona Fria” dos incêndios e hidrantes no CHB. Fonte: Autor, 2012. 
 
O CHB possui edifícios que apresentam particularidades que os distinguem dos núcleos urbanos e que potenciam a deflagração e a propagação de incêndios, e entre os quais: os materiais combustíveis que compõem a estrutura dos edifícios antigos; a elevada densidade de edifícios e as reduzidas distâncias de afastamento que apresentam entre si; a adaptação inadequada de edifícios para usos comerciais e muitas vezes com elevadas cargas de material combustível no seu interior; e a existência de instalações elétrica antigas, frequentemente são as principais causas de início de incêndio nestas áreas.
Na Figura 10, observa-se a superposição do mapa de uso e ocupação do solo com mapa das “zonas quente” de incêndio evidenciou que bancos, estabelecimentos culturais, locais de saúde estão no centro ou muito próximos aos locais de ocorrências de incêndio no período analisado. A identificação destas edificações é uma tarefa imprescindível para a elaboração de programas preventivos e como meio de avaliação de exposição diferenciada, pois, sabe-se que dependendo das consequências e proporções do incêndio, o mesmo pode desencadear um desastre, provocando a perda de vidas humanas e de bens materiais.

Figura 10 - Mapa de uso do solo no CHB e “zonas quentes” ocorrências de incêndios de 2009 a 2011.
Fonte: Autor, 2012. 
Na Figura 11, observa-se que as instituições financeiras estão próximas às áreas de maior concentração de hidrantes urbanos, mas, não significando uma área protegida, pois, os hidrantes devem está operantes e com vazão necessária entre 1000 L/min. a 2000 L/min., o que, nem sempre acontece. A falta de pressão nos hidrantes implica na demora nos abastecimento das viaturas e no deslocamento excessivo para outros pontos de tomada da água.
Segundo (2011), no aspecto de vazão L/m (litro por minuto) o CHB está muito aquém do ideal, pois, apenas 37% no período diurno e 25% no período noturno apresentam vazão mínima de 1000 L\min. 

 
De acordo com SILVA E COELHO (2009):
 
O hidrante urbano é um dos mecanismos possíveis para redução da vulnerabilidade da comunidade com relação aos desastres provocados pelos incêndios. O hidrante urbano é um dos mecanismos de redução da vulnerabilidade da comunidade com relação aos desastres provocados pelos incêndios. Dessa forma, reduzindo-se a vulnerabilidade, tem-se um aumento da capacidade de suportar os desastres provocados pelo fogo, que atinge a vida das pessoas no território urbano de modo intenso.

 
Figura 11 - Mapa de uso do solo do CHB e “zona fria” de cobertura de hidrantes. Fonte: Autor, 2012. 
 
Com base nos resultados, ficou evidente a necessidade de ampliação da rede de hidrantes urbanos, melhoria processo de vistorias técnicas e a elaboração de calendários de inspeção em prédios públicos e de grande circulação de pessoas, bem como a construção de espaços de diálogo entre os órgãos envolvidos com a questão da prevenção e combate a incêndios urbanos. 
 
Conclusão
Com os dados levantados, tratados, tabulados, geocodificados e espacializados foram possíveis desenvolver e apresentar resultados consistentes quanto à distribuição e concentração espacial dos incêndios e dos hidrantes no Centro Histórico de Belém.
Através de técnica empregada, foram encontrados conglomerados espaciais, áreas de risco que, portanto precisam de maior atenção por parte dos gestores públicos. Os mapas temáticos contribuíram sobremaneira para a gestão, análise e conclusão do trabalho, pois, representa uma técnica que facilita visualização e interpretação de resultados.
Contudo, seria adequado considerar a possibilidade de redistribuição dos hidrantes no bairro da Cidade Velha, principalmente nas principais vias no entorno do CHB, visto que, as ruas do Centro Histórico de Belém são estreitas, o que dificultam em alguns trechos, o acesso das viaturas do Corpo de Bombeiros, as ações de combate a incêndios, manobras de estabelecimento (posicionamento das viaturas e distribuição organizadas das mangueiras de água) e abastecimento de viaturas.
Espera-se que as informações apresentadas no final deste trabalho possam auxiliar os órgãos responsáveis pela elaboração de medidas de prevenção e ainda servir de apoio para gestão e política adequada de planejamento de distribuição de recursos destinados à proteção contra incêndio urbano no Centro Histórico de Belém.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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XAVIER-DA-SILVA, J. S. Geoprocessamento para análise ambiental. Rio de Janeiro. 2004. 228

 

Representações Cartográficas

Globo - representação esférica, em escala pequena, dos aspectos naturais e artificiais de uma figura planetária, com finalidade ilustrativa.

Mapa - representação plana, em escala pequena, delimitada por acidentes naturais ou políticos-administrativos, destinada a fins temáticos e culturais.

Cartas - representação plana, em escala média ou grande, com desdobramento em folhas articuladas sistematicamente, com limites de folhas constituídos por linhas convencionais, destinada a avaliação de distância e posições detalhadas.

Planta - tipo particular de carta, com área muito limitada e escala grande, com número de detalhes consequentemente maior.

Mosaiso - conjunto de fotos de determinada área, montadas técnica e artisticamente, como se o todo formasse uma só fotografia. Classifica-se como controlado, obtido apartir de fotografia aéreas submetidas a processos em que a imagem resultante corresponde à imagem tonada na foto, não controlado, preparado com o ajuste de detalhes de fotografia adjacentes, sem controle de termo ou correção de fotografia, sem preocupação com a precisão, ou ainda semicontrolado, montado combinando-se as duas características descritas.

Fotocarta - Mosaico controlado, com tratamento cartográfico.

Ortofotocarta - fotografia resultante da transformação de uma foto original, que é um perspectiva central do terreno, em uma projeção ortogonal sobre um plano.

Ortofotomapa - conjunto de várias ortofotocartas adjacentes de uma determinada região.

Fotoíndice - montagem por superposição das fotografias, geralmente em escala reduzida. É a primeira imagem cartográfica da região. É o insumo necessário para controle de qualidade de aerolevantamentos utilizados na produção de cartas de método fotogramétrico.

Carta Imagem - imagem referênciada a partir de pontos identificáveis com coordenadas conhecidas, superposta por reticulado da projeção

Revista Geografia, Conhecimento Prático, n 23, p 54. ed. Escala